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quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Para além do Facebook

Acabei de postar o seguinte, no Facebook:

Bom dia, dia feio. Se tudo no dia acontecer cinza do jeito que ele começou, pensemos ao menos no fim do dia e no aconchego da casa, lendo um bom livro. Já é um bom começo (de dia, ainda que ele, nessa projeção, já esteja no fim). Bom dia.

Fiz esse joguinho de palavras meio que sem pensar, afinal são seis e meia da manhã. Meu dia será longo - tenho aulas para preparar e para dar - e confesso que a tempestade que me acordou não é das mais animadoras. Bom mesmo seria ficar na cama, o dia todo, lendo livros e vendo filmes, sem ter de trabalhar, pagar contas ou ir a reuniões. Não dá: a vida tem essas burocracias e eventos que nos fazem ter de ir contra a própria vontade.

Mas o que eu queria escrever mesmo é que me agrada a ideia de pensar num fim de dia agradável, quando ele começa assim feioso. É fácil acordar de bom humor num dia como ontem, em que tudo era luz; quero ver é manter o bom humor hoje, em que tudo parece estar cinza. 

Cinza, eu nasci, me criei e fiquei adiando a vida adulta. Num dia como esses eu me afogava em impropérios contra a realidade, as pessoas, eu mesmo. Hoje não. Hoje vou fazer força pra curtir a preparação das aulas, as próprias aulas, o tempo que vou ter de dar no cursinho por causa do rodízio, a reunião de trabalho que tenho depois e - finalmente - a chegada a casa, em que vou ler um bom livro ou assistir a um bom filme. A perspectiva de um futuro mais agradável atenua o cinza do começo do dia. E assim vamos.

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